Essa cadela linda, carinhosa, da raça Labrador é a Martha Fala - por causa do desenho do Discovery kids - e por ser fêmea. Do contrário, esse post seria um plágio de nome Marley e Eu. Pois, a única distinção que se faz entre ambos é, com certeza, o sexo!
Ela foi a primeira cachorra da nossa família, chegou ao nosso lar com menos de dois meses de idade e ficou conosco até completar um ano e quatro meses, aproximadamente.
Ela nos custou R$200. Uma bagatela! Quase o mesmo preço do chicote elétrico do carro, que ela comeu uns 3 metros. Ela também comeu toda a lateral da sua casinha de madeira, que depois ainda pode ser reciclada pela Serena, sua melhor amiga! rs! Comia as quinas das paredes, pedras, britas inteiras eu encontravas em seus detritos. Aliás, nem é bom começar a relatar o que já encontrei...
Quando construimos nossa casa, fiz questão de fazer um enorme e confortável canil pra ela. Acreditem ou não, ela também comeu parte dele. Enquanto isso, ela foi para um internato, tentar ser adestrada porque até então era impossível passear com ela.
Passado o primeiro mês, eu liguei e pedi ao adestrador que a trouxesse para passar os finais de semana conosco (íamos vê-la, até então). Ele disse que estaria viajando mesmo. Trouxe-a e disse que ligaria na próxima segunda para combinarmos pois eu não queria mais que ela ficasse lá, queria que fosse adestrada em nossa casa.
Pra nossa surpresa, ele não nos retornou até hoje. Nem nos atendia! E nem o pagamos! Depois, consegui falar com ele pra poder pegar a caderneta de vacinação dela que estava em sua posse. Ele não me deixou ir até o canil para pegar e pagá-lo, também. Entrou correndo aqui em casa, disse que depois me ligava pra passar o valor. rs! Fico me perguntando o que ela comeu dele pra ele nem querer receber o que eu devia!!!!!!
Quando chegou o verão, ela teve uma síndrome de tatu. Em volta do canil era gramado e ela começou a cavar, cavar...e não parava de cavar...e a grama sumiu...e só ficaram os buracos e o barro que a chuva e a Martha faziam. Enlouqueci. Ganhei de presente de Natal 20m² de piso assentados para o quintal. Amei!
E aí foi a vez dela enlouquecer: Como não tinha mais nada pra destruir, comer ou esburacar ela começou a comer o próprio cocô.
A minha intenção quando pensei em contar a história da Martha e Eu era de contar uma história engraçada mas, não foi engraçado lembrar de todo meu desespero. Os vizinhos deviam pensar que eu era uma bruxa que gritava com minha mãe doente: "Martha, pára!" "Martha, pra fora!" "Martha, você está me deixando louca!" "Ah! Dona Martha, seu eu te pego..." Enfim, e no final, vê-la comendo o próprio cocô...
Antes de comprá-la fiz uma extensa pesquisa na internet sobre a raça. Todas as informações eram favoráveis. Havia quem dissesse que podiam ser criados em apartamentos, pode?! Só depois foi que assisti ao filme! Mas, ainda assim achava graça! Afinal, no final o Marley se cansava, neh?! Mas, não a Martha!
Depois, quando eu reclamava dela, todos diziam a mesma coisa: "Labrador é assim mesmo!" "Quando fizer um ano melhora!"
Ela fez e nada mudou...
Por fim, diziam: "Labrador morre com mais de dez anos desse mesmo jeito!" :(
Quero aproveitar, a oportunidade para comentar, brevemente, sobre a importância de se procurar criadores responsáveis para aquisição de qualquer que seja a raça, o que não foi observado por nós, na ocasião, por inexperiência!
Ela complicou bastante as nossas vidas...principalmente a minha! Mas, me ensinou muito! Me ensinou a ter responsabilidade com o que de nós depende, me ensinou que os animais só querem atenção e carinho, independente da sua condição social ou de qualquer outra coisa. E o mais importante: que eles não querem, somente, ganhar essa atenção e esse carinho. Que, acima de tudo, querem nos dar isso. Incondicionalmente!
Por tudo isso que vivemos juntos, demos a ela a maior prova de amor que podíamos quando abrimos mão de nosso orgulho em tentar fazer dela algo que ela não era (doméstica, rs!) e encontramos um novo lar onde ela está muito mais livre e feliz! Hoje ela vive solta, em uma fazenda, é companheira de um Golden Retriever (se deu bem!) e filha de um veterinário. E nós encontramos uma raça mais compatível com nosso ritmo de vida; que em outra oportunidade eu conto!
Ela foi a primeira cachorra da nossa família, chegou ao nosso lar com menos de dois meses de idade e ficou conosco até completar um ano e quatro meses, aproximadamente.
Ela nos custou R$200. Uma bagatela! Quase o mesmo preço do chicote elétrico do carro, que ela comeu uns 3 metros. Ela também comeu toda a lateral da sua casinha de madeira, que depois ainda pode ser reciclada pela Serena, sua melhor amiga! rs! Comia as quinas das paredes, pedras, britas inteiras eu encontravas em seus detritos. Aliás, nem é bom começar a relatar o que já encontrei...
Quando construimos nossa casa, fiz questão de fazer um enorme e confortável canil pra ela. Acreditem ou não, ela também comeu parte dele. Enquanto isso, ela foi para um internato, tentar ser adestrada porque até então era impossível passear com ela.
Passado o primeiro mês, eu liguei e pedi ao adestrador que a trouxesse para passar os finais de semana conosco (íamos vê-la, até então). Ele disse que estaria viajando mesmo. Trouxe-a e disse que ligaria na próxima segunda para combinarmos pois eu não queria mais que ela ficasse lá, queria que fosse adestrada em nossa casa.
Pra nossa surpresa, ele não nos retornou até hoje. Nem nos atendia! E nem o pagamos! Depois, consegui falar com ele pra poder pegar a caderneta de vacinação dela que estava em sua posse. Ele não me deixou ir até o canil para pegar e pagá-lo, também. Entrou correndo aqui em casa, disse que depois me ligava pra passar o valor. rs! Fico me perguntando o que ela comeu dele pra ele nem querer receber o que eu devia!!!!!!
Quando chegou o verão, ela teve uma síndrome de tatu. Em volta do canil era gramado e ela começou a cavar, cavar...e não parava de cavar...e a grama sumiu...e só ficaram os buracos e o barro que a chuva e a Martha faziam. Enlouqueci. Ganhei de presente de Natal 20m² de piso assentados para o quintal. Amei!
E aí foi a vez dela enlouquecer: Como não tinha mais nada pra destruir, comer ou esburacar ela começou a comer o próprio cocô.
A minha intenção quando pensei em contar a história da Martha e Eu era de contar uma história engraçada mas, não foi engraçado lembrar de todo meu desespero. Os vizinhos deviam pensar que eu era uma bruxa que gritava com minha mãe doente: "Martha, pára!" "Martha, pra fora!" "Martha, você está me deixando louca!" "Ah! Dona Martha, seu eu te pego..." Enfim, e no final, vê-la comendo o próprio cocô...
Antes de comprá-la fiz uma extensa pesquisa na internet sobre a raça. Todas as informações eram favoráveis. Havia quem dissesse que podiam ser criados em apartamentos, pode?! Só depois foi que assisti ao filme! Mas, ainda assim achava graça! Afinal, no final o Marley se cansava, neh?! Mas, não a Martha!
Depois, quando eu reclamava dela, todos diziam a mesma coisa: "Labrador é assim mesmo!" "Quando fizer um ano melhora!"
Ela fez e nada mudou...
Por fim, diziam: "Labrador morre com mais de dez anos desse mesmo jeito!" :(
Quero aproveitar, a oportunidade para comentar, brevemente, sobre a importância de se procurar criadores responsáveis para aquisição de qualquer que seja a raça, o que não foi observado por nós, na ocasião, por inexperiência!
Ela complicou bastante as nossas vidas...principalmente a minha! Mas, me ensinou muito! Me ensinou a ter responsabilidade com o que de nós depende, me ensinou que os animais só querem atenção e carinho, independente da sua condição social ou de qualquer outra coisa. E o mais importante: que eles não querem, somente, ganhar essa atenção e esse carinho. Que, acima de tudo, querem nos dar isso. Incondicionalmente!
Por tudo isso que vivemos juntos, demos a ela a maior prova de amor que podíamos quando abrimos mão de nosso orgulho em tentar fazer dela algo que ela não era (doméstica, rs!) e encontramos um novo lar onde ela está muito mais livre e feliz! Hoje ela vive solta, em uma fazenda, é companheira de um Golden Retriever (se deu bem!) e filha de um veterinário. E nós encontramos uma raça mais compatível com nosso ritmo de vida; que em outra oportunidade eu conto!
Ei Jacque, emocionei com seu post, algumas partes tive que até ler mais rápido para tentar me conter as emoções. Você escreve muito bem, continuarei a ler seu blog. Bjus
ResponderExcluirMuito bem escrito :)
ResponderExcluiradorei o texto, Abração!
Obrigada, meus queridos! É muito importante saber que estão gostando. Continuem acompanhando, hein?! Grande abraço!
ResponderExcluirQUE LINDOOO!!! Me emocionei recordando de quando li o livro Marley e eu. Que bom que ela encontrou um lar apropriado. E concordo que inexperiência para escolher a raça pode ser um transtorno. Também passei por isso. Parabéns! beijos!
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